Por Artur Rebouças

 

A indústria ceramista no Rio Grande do Norte vem colhendo bons números em sua produção ao longo dos anos. Com a fabricação de 111 milhões de peças ao mês, como tijolos, telhas, e lajotas, esse setor já alcança um faturamento anual de R$ 208 milhões.

 

Nos últimos onze anos, essa indústria obteve índices positivos em sua produção. Segundo pesquisa do Sebrae, em parceria com  o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação - MCTI, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, esse segmento registrou um crescimento de 17% na sua produção.

 

Um dado interessante revelado pela pesquisa, feita no ano passado, é que a expansão do setor está avançando de forma sustentável. O trabalho dos técnicos do Sebrae mostrou que a lenha, fonte de energia utilizada na maioria das indústrias, registrou uma queda de consumo de 3%. O dado ainda é pequeno, mas demonstra uma iniciativa por parte de algumas cerâmicas.

 

No Rio Grande do Norte, as regiões do Seridó e do Vale do Açu, são as regiões do estado que concentram o maior número dessas indústrias. Na cidade de Assu, esse segmento já integra a segunda maior economia do município, como afirma o Secretário de Ciência Tecnologia e Desenvolvimento Social.

 

"As cerâmicas desempenham uma enorme influência no município, como em todo o Vale do Açu. Tanto na questão da geração de empregos, como na vida econômica. Esse setor tem sido muito importante no desenvolvimento de Assú, hoje ele se caracteriza como a segunda maior economia", afirmou.

 

Segundo dados da pesquisa, as regiões do Seridó e do Vale do Açú, somadas totalizam 132 empresas. Além delas, a região Oeste e a Grande Natal, também são outras produtoras de cerâmica no estado.

UMA INDÚSTRIA

EM EXPANSÃO

 

PROJETO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

 

Esses estudos fazem parte também de um projeto de eficiência energética, do Instituto Nacional de Tecnologia – INT, que visa implementar nessas indústrias tecnologias de maior eficiência energética, que favoreçam o melhor aproveitamento da energia, fazendo com que haja uma diminuição na emissão de gases causadores do efeito estufa.

 

O intuito seria ofertar o consumo nas indústrias da energia biomassa sustentável, que tem um custo muito menor, em relação à lenha, evitando possíveis desmatamentos.

 

Além desses objetivos, o projeto de eficiência energética busca encontrar mecanismos para racionalizar o uso e a extração da argila, principal matéria-prima utilizada na produção das cerâmicas.

Gilberto Dantas Batista, proprietário da Cerâmica Progresso, fala sobre o momento de mudança no setor
Francisco Paulo de Morais, secretário de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente de Assu, fala sobre os investimentos no setor.